
Em uma matéria recente publicada pelo site The Spruce, especialistas em design de interiores explicam que uma casa relaxante vai muito além da música ambiente, dos aromas escolhidos para o difusor ou da iluminação suave.
Segundo os designers ouvidos pela publicação, decisões intencionais de design de uma casa, como cores bem pensadas e o uso de texturas confortáveis, desempenham um papel fundamental na sensação de calma que transmite.
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De acordo com o The Spruce, muitas pessoas conseguem imaginar facilmente ambientes que transmitem tranquilidade — como spas ou saguões de hotel —, mas têm dificuldade em recriar essa atmosfera em casa. Ainda assim, os especialistas afirmam que pequenos ajustes podem ajudar a transformar o lar em um refúgio diário, capaz de aliviar o estresse da rotina e promover bem-estar.
Para a reportagem, o site conversou com diversos designers de interiores, que apontaram nove elementos essenciais presentes em todas as casas verdadeiramente relaxantes.
Cores simples e neutras
“Casas relaxantes quase sempre usam cores suaves e tonais que acalmam o sistema nervoso e criam uma sensação imediata de tranquilidade”, afirma Gala Magriñá, designer de interiores especializada em design holístico, em entrevista ao The Spruce. Segundo ela, o excesso de cores pode ser estimulante demais.
A recomendação vale não apenas para a tinta das paredes, mas também para móveis, roupas de cama e outros elementos que ocupam grande espaço visual no ambiente.
Iluminação ambiente
Para Emily Mackie, proprietária da Inspired Interiors, a iluminação é um dos fatores mais importantes quando se fala em relaxamento. Em conversa com o The Spruce, ela destaca que ter diferentes fontes de luz faz toda a diferença.
Luminárias com regulagem de intensidade, arandelas, luz de teto, iluminação natural e até velas ajudam a criar cenários variados. “A capacidade de ajustar a luz ao momento é o que faz com que um espaço pareça aconchegante quando necessário e funcional quando não”, explica.
Uso abundante de texturas
Os designers entrevistados pelo The Spruce também recomendam priorizar o conforto físico. Texturas macias e aconchegantes ajudam o corpo a relaxar de forma quase automática.
No quarto, isso pode significar lençóis com alta contagem de fios ou travesseiros mais volumosos. Na sala, tapetes felpudos, sofás de veludo ou mantas grandes e macias tornam o ambiente mais convidativo. Segundo Magriñá, além de esteticamente agradáveis, essas texturas contribuem diretamente para o relaxamento físico.
Conexão com a natureza
Mesmo em espaços com paleta neutra, os especialistas afirmam que um toque de verde faz toda a diferença. “As plantas melhoram o humor instantaneamente e ajudam a reduzir o estresse”, explica Magriñá ao The Spruce.
Ela acrescenta que incorporar vegetação ou materiais naturais, como madeira, cria um efeito de ancoragem e traz a calma do exterior para dentro de casa.
Fluxo de móveis que permita respirar
Embora reformas estruturais nem sempre sejam possíveis, o The Spruce ressalta que a disposição dos móveis pode ser ajustada para melhorar a sensação de conforto.
“Espaços relaxantes permitem que você se mova e respire com facilidade”, diz Magriñá, incentivando a criação de caminhos livres e a eliminação da sensação de aperto visual.
Toques pessoais
Segundo os designers ouvidos pela reportagem, casas tranquilas não são impessoais. Pelo contrário: elas incorporam objetos que contam histórias.
Philip Thomas Vanderford, fundador do Studio Thomas James, afirma ao The Spruce que esses detalhes “elevam um interior de luxuoso a íntimo”, seja por meio de uma obra de arte vintage, um item feito à mão ou uma herança de família. “Esses elementos ancoram o espaço em identidade e alma”, explica.
Pequenos luxos do dia a dia
Para Emily Mackie, casas relaxantes oferecem escolhas. Em entrevista ao The Spruce, ela destaca a importância de criar diferentes possibilidades de conforto: lugares para sentar, mantas extras, pantufas próximas à entrada e cantinhos acolhedores espalhados pela casa.
Segundo ela, esses detalhes bem pensados fazem o lar parecer vivido — e verdadeiramente relaxante.
Superfícies limpas
Magriñá também alerta que superfícies desorganizadas geram ruído visual e peso emocional. Por isso, manter bancadas e mesas livres de excesso é um passo importante para criar ambientes mais tranquilos.
O The Spruce sugere começar aos poucos, organizando superfícies menores, como mesas de cabeceira, até que o hábito se torne natural.
Armazenamento simplificado e discreto
Por fim, Vanderford explica que soluções de armazenamento inteligente ajudam a reduzir a desordem visual. Em conversa com o The Spruce, ele recomenda móveis com portas fechadas ou armários embutidos, em vez de prateleiras abertas.
A lógica é simples: quanto menos estímulos visuais desnecessários, mais leve e relaxante o ambiente se torna.
Fonte: The Spruce
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